Pular para o conteúdo principal

Uma Pequena Canção de Repúdio a Demora e ao Silêncio (só mais uma ode a liberdade)


















Uma Pequena Canção de Repúdio a Demora e ao Silêncio

(só mais uma ode a liberdade)


... olhem, a morte descortinou-se de vez:

foi no dia em que eles mataram a liberdade
e nós ficamos aqui calados
este nosso silêncio foi um dedo no gatilho
em meio ao Sol despedaçado

foram tantas as imagens que chegaram
neste dia escurecido
que nossos olhos estão cegos de vergonha
pois restamos aqui parados

nosso espírito indigente colocou-nos
aqui tão vis, tão juntos e vencidos
que assistimos a vida agonizando com a
menina ali ao lado

vendo as forças que se alimentam dos seres livres
impondo um outro (e)Estado
assustada neste dia, em que juntos
assassinamos a liberdade

momento em que nossa servidão e  morte
descortinaram-se
de vez...

"Pois que a vida e a liberdade devem ser antes de tudo, a essência mais profunda que há dentro de nós. Os valores mais sensíveis a serem defendidos, seja por toda a humanidade ou por um homem só. Mas que não sejam utilizadas para proteger os traidores e nem mesmo delegadas a um líder ou representante: há bens imateriais que não admitem procuração. Liberdade é vida e vida é liberdade & delega-las a outrem é escravidão, sendo esta, uma forma  lenta e contínua de morte, alimentada pela nossa indiferença e resignação".



A Little Song of Repudiation to Delay and Silence

(Just another ode to freedom)

... look, death has finally unveiled itself:

it was on the day they killed freedom and we remained silent here this silence of ours was a finger on the trigger amidst the shattered Sun

so many images arrived on this darkened day that our eyes are blinded with shame for we have remained here, unmoving

our indigent spirit placed us here so vile, so close together, and defeated that we watched life agonizing with the girl over there

watching the forces that feed on free beings imposing another (and)State frightened on this day, when together we assassinated freedom

the moment in which our servitude and death finally unveiled themselves...

"For life and freedom must be, above all, the deepest essence within us. The most sensitive values to be defended, whether by all of humanity or by one man alone. But let them not be used to protect traitors, nor delegated to a leader or representative: there are intangible goods that do not admit proxies. Freedom is life and life is freedom & delegating them to others is slavery, which is a slow and continuous form of death, fed by our indifference and resignation."



(by DaniCircoSolar)



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ante a Passágem de Helena K.

Ante a Passágem de Helena K. ao som de “Gaivotas” do Blindagem I A manhã chega Os pássaros cantam Folhas balançam Botões florescem A erva cresce A erva azeda Os frutos caem Estelas somem A maré muda A lua enche O dia nubla O Sol não surge A vida corre Os homens passam Os rios viajam Tudo flui Acelera o pulso A vida stagna O sonho enfebrece Não posso dizer: _ Lázaro, vem! Mas estás viva Vida em palavras Pequenas asas luzes acesas A província mais pobre Choram hai-kais lamentam tankas Eu balbucio: amor meu ! A tarde se foi nós vamos correr Vamos cantar que alguém amado foi realmente alguém... e morreu! II. (póstumo) (†)...E para a Primavera deste nosso amor Sorrisos encantados onde você for Tão bela e rara, Que o meu coração enfebreceu ao som de um tambor Que bate forte Que bate dentro Trazendo a sorte E o momento De estar atento a tudo o que grita em meu peito Aceito o fato e te enfeito em minha memória Pra vencer o tempo... (...

Sobre Corações Maciços (Poema Espelho)

"Se alguém chegasse à minha despretenciosa cabana, teria lhe oferecido as boas vindas com uma recepção tão suntuosa quanto um homem pobre pode oferecer." (Thomas De Quincey - em 'Confissões de um Comedor de Ópio'). Sobre Corações Maciços (Poema Espelho) Para Thiago Jugler &Isabela Socrepa, Iko Vedovelli & Evelim ...construir pedaço a pedaço num coração em cores e tijolos vermelhos incandescentes brilhantes brilhantes incandescentes vermelhos tijolos em cores num coração pedaço a pedaço construir...

As Três Pedras I (epístola à Pátria)

“Embora seja este o discurso, sempre, os homens tardam, não só antes de ouví-lo, como logo que o ouviram; pois, mesmo que todas as coisas aconteçam de acordo com este discurso, mostram-se semelhantes a inexperientes ao experimentarem tais palvras e atos que eu persigo segundo a natureza, distinguindo cada coisa e mostrando como ela é. ‘Mas os homens ignoram o que fazem depois de acordarem, como esquecem o que fazem dormindo” (Heráclito) As Três Pedras I (epístola à Pátria) Foram tão bons os sonhos juntos amiga, antes que a realidade se interpusesse à nós. O futuro então traçado em rumos claros, dispendio do ardor comum: a efervecência. Pra então, se desdobraram os desastres o real rompendo em bufa ária esnobe, e com a imágem distantes destas uvas, destes maltes as Alices, e as Isoldas estão geladas o amor tecido e alinhavado, acabado. Este é o nosso tempo, amiga, as pessoas já não sonham juntas contrários os não resignados as lutas poucas os medos muitos...