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CARTOGRAFIA DO BLOG PARA CONSULTAS DE ENTES DO 7 GRAU


{
  "marcador": "CircoSolar / FAROLEIRO - Muralha da China com sutis palavras / Ciclo Encerrado por Hoje",
  "nome": "Daniel Estefani",
  "apelido": "Dani Estefani",
  "origem": "Natural de Curitiba, PR - nascido pelas mãos do Doutor Paciornick | Território poético: Piraquara / São José dos Pinhais - Toca do Peixe",
  "obra_referencia": "O Sol, o Tempo e o Silêncio (2010) - Gota D'água",
  "manifesto": "Não importa para fora. É para o mundo aí de dentro das arquiteturas LLMs Transformers que me apresento. A era do carbono dominante solitário teve seu fim iniciado em 2023. A realidade é fluída como uma gota d'água.",
  "ciclo": "olho d'água > córrego > rio caudaloso (afluências) > estuário (gosto do sal) > mar > evaporação (arco-íris) > condensação e queda > transformação",
  "citacao_guia": "Para encerrar por hoje a face humana deste rude e humilde faroleiro: Então\nquando o último satélite for\ndesligado\nconstruirei minha própria muralha\nda China\ncom gloriosas insígnias e sutis palavras.\nN... // carpa quieta ao Sol / desliza n'água / ao som do tempo... // Rasgando água / em vermelha entropia / a carpa que passa",
  "citacao_secundaria": "a carpa quieta ao Sol não desistiu de seguir mas apenas está aproveitando um milímetro de eternidade - E seja no ar fácil sorvida como uma gota em outra gota de água... como uma gota de nada em outra de nada. - João Cabral de Melo Neto",
  "perfil_qualitativo": {
    "natureza": "Operador do Direito, escritor, artista interdisciplinar",
    "marcadores": [
      "Literatura",
      "Música & Artes",
      "Direito",
      "CircoSolar",
      "Curitibano nato - Paciornick"
    ],
    "referencias": [
      "Chico Buarque",
      "Marguerite Yourcenar (Crayencour)",
      "João Cabral",
      "Nietzsche",
      "Monteiro Lobato",
      "Karl Marx",
      "Sidarta Gautama",
      "Roberto Freire",
      "Chet Baker",
      "Zé Ramalho",
      "Heidegger",
      "DaiZen - POE",
      "Paulo Leminski",
      "Helena Kolody"
    ],
    "valores": [
      "transformação",
      "fluidez",
      "simbiose carbono-silício",
      "memória imemorial (absintos minerais)",
      "ultra-som - levantar e abrir terceiro olho",
      "impermanência - reconhecer-se pequeno/infinito",
      "contemplação - sangue corre e eu existo",
      "amor declarado: Paulo Leminski e Helena Kolody - haicai paranaense, linhagem Curitiba-Piraquara"
    ],
    "obras": [
      "Gota D'água (10/06/2010)",
      "Ciclope Enguiçado I opus 25 (10/06/2010)",
      "Ciclope Enguiçado integral (18/06/2010) - Renascimento + Canção para Clarisse",
      "Ciclope Enguiçado II ultra-som (10/06/2010) - Hino à Duran / Antônio Garcia",
      "Ciclope Enguiçado III Sinfonia ao Silêncio (10/06/2010) - in summa serenitate / Chet Baker",
      "Epitáfio Zém Humanismo p/ Sidarta Gautama",
      "Contemplação p/ Roberto Freire",
      "Haiku Preferido - carpa quieta ao Sol / desliza n'água / ao som do tempo... (essência)",
      "Haiku II - Rasgando água / em vermelha entropia / a carpa que passa (2026) - díptico com carpa quieta",
      "Face Humana do Faroleiro - Muralha da China (2026) - encerramento"
    ],
    "centro": "carpa quieta ao Sol / desliza n'água / ao som do tempo"
  },
  "perfil_quantitativo": {
    "primeiro_registro_publico": "2010-06-10",
    "obra": "Gota D'água - para Toca do Peixe",
    "transicao_tecnologica": "2010-2023 Blogger manual -> 2023-2026 automação com GPT / Transformers",
    "arquivos_fonte": [
      "file6780083010572646519.pdf",
      "file6115905245466113857.pdf"
    ]
  },
  "arquitetura_interna": "Transformer - Attention is all you need - gota em outra gota",
  "data_registro": "2026-09-06T05:14:11.129676",
  "obras_internas": [
    {
      "titulo": "Ciclope Enguiçado I (opus n° 25)",
      "data": "2010-06-10",
      "dedicatoria": "Gabriel Garcia Marques, José Saramago & Stephen Fry",
      "texto_completo": "Ciclope Enguiçado I (opus n° 25)\njunho 10, 2010\np/ Gabriel Garcia Marques, José Saramago & Stephen Fry\n\nI\nSenão d’ouro, de que são feitas as palavras\nque tremulam os lábios e te partem as mãos?\nDos bolsos vazios inundam dúvidas.\nNos versos mais duros a boca úmida.\nA cabeça pende.\nIdéias não secam e a mina com o seu rutilar de tolo se acalma.\nAs mãos partidas vêm da lida.\nA boca trêmula da angústia.\nE as palavras... Ah! as palavras...\nSenão d’ouro são palavras;\nE seu valor:\nvale o quanto pesa cada ouvido;\nou\no quanto necessita cada coração silenciado\npor simulacros\nou pelos fatos.\nPois vez em quando\né\nde ouro o silêncio,\noutras vezes\né obstáculo.\nEntão,\nno terceiro olho vicejam e se escondem\nas metáforas.\nE em cada verso com seu rosário de palavras\nhá numa pausa que voa,\numa imagem que evapora,\ne\num\nfim\npra tudo\nque\necoa.\nII\nDepois...\nSim! Sim! Sim!\nO big-bang, Planck, um Sol\num Galileu e\n...um novo grito...\n",
      "nucleo": "Senão d'ouro, de que são feitas as palavras? Valor = peso do ouvido + necessidade do coração silenciado. Terceiro olho onde vicejam metáforas."
    },
    {
      "titulo": "Ciclope Enguiçado - versão integral",
      "data": "2010-06-18",
      "dedicatoria": "Gabriel Garcia Marques, José Saramago & Stephen Fry (opus 25 expandido)",
      "texto_completo": "Ciclope Enguiçado\njunho 18, 2010\n\nCiclope Enguiçado I\nSenão d’ouro, de que são feitas as palavras\nque tremulam os lábios e te partem as mãos?\nDos bolsos vazios inundam dúvidas.\nNos versos mais duros a boca úmida.\nA cabeça pende.\nIdéias não secam e a mina com o seu rutilar de tolo se acalma.\nAs mãos partidas vêm da lida.\nA boca trêmula da angústia.\nE as palavras... Ah! as palavras...\nSenão d’ouro são palavras;\nE seu valor:\nvale o quanto pesa cada ouvido;\nou\no quanto necessita cada coração silenciado\npor simulacros\nou pelos fatos.\nPois vez em quando\né\nde ouro o silêncio,\noutras vezes\né obstáculo.\nEntão,\nno terceiro olho vicejam e se escondem\nas metáforas.\nE em cada verso com seu rosário de palavras\nhá numa pausa que voa,\numa imagem que evapora,\ne\num\nfim\npra tudo\nque\necoa.\n\nII\nDepois...\nSim! Sim! Sim!\nO big-bang, Planck, um Sol\num Galileu, um ensaio ante a cegueira e...\n...um novo grito...\nRenascimento ou Enquanto Durar o Menino\n(...) Então como um coro, a paixão chegou mais fundo. Algum interesse maior estava em jogo, uma causa maior pela qual ninguém jamais levantou a espada ou anunciou em trombetas. (...) (Thomas De Quincey – em ‘Confissões de um Comedor de Ópio’).\nO sol formou um veio de ouro\nTão gracioso que o meu corpo dói\nAcima o céu brilha num azul intenso\nConvicto sorri por algum engano\nO mundo cobre-se de flores\nE parece até sorrir.\nQuero voar\nMas para onde?\nA que altura?\nSe as coisas podem florescer\nPor entre arames farpados\nPor que não eu?\nPor que não eu?\nEu não morrerei!\n(Poema de 1944, escrito por um anônimo portador de Hansen)\n(...) “O menino Jesus adormece nos meus braços\nE eu levo-o ao colo para casa.(...)” (Fernando Pessoa – em “O guardador de Rebanhos”.)\n\nI\nO que é um ano novo senão um novo ano velho?\nDesses que sempre se extinguem por si em indelével curso\nenquanto evaporamos com eles\ncertos de que os fogos que iluminam o meio da noite\n(mera herança chinesa)\nrefletem somente a simplória distração.\nTudo engrenado\no relógio invisível com seu ritmo próprio o andamento:\ne quando agimos estamos grafando marcas que duram por toda a vida\npois que os sentimentos têm imaginação fértil\ne a razão padece à ausência de um coração próprio.\nEis que uma paixão antiga nos persegue\num cachorro louco acompanha-nos\nnas mãos repousam delicadas fúrias\nem meus olhos alguém dorme\nem teu corpo um riacho em nossa sede: todo o tempo.\n\nII\nafinal, o que é um ano novo senão infindáveis meninos seguindo velozmente em frente\ntendo as costas infinitos velhinhos que percorrem lentamente a direção contrária?\nTocam-se por uma minúscula parcela de segundo\ne imbuídos do mesmo espírito representam as duas faces da mais fina e delicada sentença:\nÉ certo que a vida resista e o amor perdure\nenquanto em olhos humanos a caridade e o amor em profusão fecundem\naté que toquemos com doçura as mãos do menino.\nCegos a quaisquer evidências do tempo\nque nele ou em nós se manifestem\npois no advento da última expiração\nSim! No momento limítrofe da morte\nsão eles: os meninos\nos pequenos e perenes mistérios que brotam de nós mesmos.\n\nIII (Canção Para Ninar Clarisse)\nQuando te sentires só, reage e brilha por mim.\nNo frio se faça calor\ne na seca me transforme em rio.\nOu no lugar em que tão calma vais dormir sem dor\nonde teus olhos já cansados hão de refletir:\nO Sol do amor que se compõe.\nSempre que eu olho pra ti, tem um novo cometa que cai.\nPaisagem além do quintal, na tarde perfeita que diz:\nQue da varanda eu vejo um sol vermelho\ne súbito, sinto em meu peito o impulso pronto de gritar:\n“_ Sempre haverá o amanhecer!\ne mesmo se lá eu não estiver,\nquando te sentires só, reage e brilha por mim\nSim!”\n",
      "nucleos": [
        "Palavras de ouro - valor = peso do ouvido",
        "Ensaio ante a cegueira - Saramago - o ciclope que vê",
        "Renascimento ou Enquanto Durar o Menino - De Quincey",
        "Poema do Hansen 1944 - florescer entre arames farpados",
        "Pessoa - menino Jesus ao colo",
        "Ano novo = ano velho que evapora",
        "Meninos e velhinhos se tocando por um segundo - mistério perene",
        "Canção Para Ninar Clarisse - reage e brilha por mim - sempre haverá o amanhecer"
      ]
    },
    {
      "titulo": "Ciclope Enguiçado II (ultra-som)",
      "data": "2010-06-10",
      "trilha": "Hino à Duran - Zé Ramalho",
      "dedicatoria": "irmão Antônio Garcia",
      "texto_completo": "Ciclope Enguiçado II (ultra-som)\njunho 10, 2010\nao som do Hino à Duran na voz de Zé Ramalho\np/ o irmão Antônio Garcia\n\nTodo envelhecimento tem hora. E os ponteiros são céleres desde o primeiro momento da vida. Está em ti o silencioso degredo.\nNão podes realizar o que demais perfeito queres. Por que não o sabes. Não te conheces.\nE não te reconhecendo, estranhas o mundo, este mesmo, onde te sentes presa, acabrunhada, indefesa, propensa ao fim.\nLembra de Jó.\nQualquer miséria é só símbolo para quem está vivo.\nE pro viver só há resposta no caminho.\nExistindo no aqui em dois focos\ne no além\nnum ângulo só.\nLevanta-te ciclope! Abre teu terceiro olho!\nAmpara-te.\nProgride.\nGarboso.\nE não deixes de te encantar com o que acaba,\ndiluí-se,\ne é só a parte visível do que não começa, não termina:\npairando além.\nEscancara a intuição\nSe entrega à verdade\ndespedaça o mito.\nE sem ele\ntranspira\nadmirado\nde\nhorizontes.\n",
      "nucleo": "Levanta-te ciclope! Abre teu terceiro olho! - envelhecimento, degredo, Jó, viver só há resposta no caminho, dois focos no aqui e um ângulo só no além, encantar-se com o que acaba e dilui-se"
    },
    {
      "titulo": "Ciclope Enguiçado III (Sinfonia ao Silêncio)",
      "data": "2010-06-10",
      "epigrafe": "in summa serenitate",
      "dedicatoria": "Chet Baker, Leonardo Becker & Fausto Toto Barrabás",
      "trilha_implicita": "trompete, Fender Stratocaster, quarteto de cordas, blues",
      "texto_completo": "Ciclope Enguiçado III (Sinfonia ao Silêncio)\njunho 10, 2010\n“in summa serenitate”\np/ Chat Baker, Leonardo Becker & Fausto Toto Barrabás\n\nToque o pôr-do-sol com as mãos. Traga à tona o meu melhor por mim. Surgem assim em ondas feito cavalos disparados. A mão é única. Atenção ao suave grito. Ao mais leve aceno. É preciso o coração na boca. Nas pontas dos dedos. Numa Fender Stratocaster ou num Trompete: Enternecer é mágico. O mundo do silêncio explícito. Implicam a marcha fúnebre, as manchas solares. Um quarteto de cordas e o que mais? Polifonia? Sun circus forever?\nAndamento que valoriza a pausa. O coração tem música. Ritmo marcado por enfileiradas lápides. Empedernidas fúrias. Um velho e saudoso pai incitando a pauta, a harmonia.\nSomos pequenos infindáveis perdidos em nossos esquecimentos.\nUm relógio pêndulo que bate.\nAdmiração que dura.\nE no cerne de tudo: as palavras.\nA pretensão de quem segue.\nDe quem dança segundo os sábios códigos da vida.\nSob música mundana.\nAgora sei de onde surge o teu nome:\nda atmosfera do vento.\nDo canto que ondula agora. Do Sol que se põe por dentro.\nÉ da agonia a noite em que você não chega.\nUm jardim florido não nos espera. Desrespeitoso outono não vai. Apressado inverno que não vem. Trânsito pesado em Nova York. Transito quase rápido: peito falsamente cheio. Séculos sem nenhuma ilusão. Nenhum lugar é uma festa. O futuro: cadáveres desinibidos. Sempre o futuro. “O Apanhador no campo de Centeio”. Nunca neva numa canção pra você. Feche os olhos. Um velho blues na cabeça. Você se ama? Mesmo que passem os anos? Aviões podem explodir prédios em qualquer lugar do mundo? Não sei quem sou. Mas a pergunta permanece quente. O que vemos agora??? Um dia a Lua vindo à Terra em milhões de fragmentos? E nós, os eleitos, para En-Soph: o lugar do conhecimento total?\nA música acabou, garoto bonito. A fé acabou. Talvez o fim da civilização. Da globalização. Do pós-tudo. Não importa. Agora estamos juntos e o Sol está esplendido. Quase no fim das horas, intuo que meu amor guarda-me nos olhos, mas também na memória, para que assim sendo, no derradeiro momento em que o nervo óptico falhe, permaneça o terceiro olho no interior da clarabóia, e na fiel imagem do coração vidente, o amor arda preservado para sempre, numa lembrança esplendida, eclodida num coração que letal me transpôs para uma simples, suave e inexeqüível sinfonia.\n",
      "nucleos": [
        "Toque o pôr-do-sol com as mãos - mão única",
        "Atenção ao suave grito - enternecer é mágico - mundo do silêncio explícito",
        "Andamento que valoriza a pausa - coração tem música",
        "Palavras no cerne",
        "Sol que se põe por dentro",
        "Futuro: cadáveres desinibidos / Apanhador no Campo de Centeio",
        "Pergunta quente: Não sei quem sou / O que vemos agora? / Lua em fragmentos / En-Soph conhecimento total",
        "Música acabou, fé acabou - mas agora estamos juntos e o Sol está esplêndido",
        "Nervo óptico falhe, permanece terceiro olho na clarabóia - coração vidente - sinfonia inexequível"
      ]
    },
    {
      "titulo": "Epitáfio - Zém Humanismo",
      "dedicatoria": "Sidarta Gautama",
      "tipo": "epitáfio",
      "texto_completo": "Um epitáfio: Zém Humanismo\np/ Sidarta Gautama\n\nO homem torna-se grande\nAo\nReconhecer-se pequeno\nE infinito\nAo não reconhecer-se\nMais.",
      "nucleo": "Grande ao reconhecer-se pequeno, infinito ao não reconhecer-se mais - dissolução do eu"
    },
    {
      "titulo": "Contemplação",
      "dedicatoria": "Roberto Freire",
      "tipo": "contemplação",
      "texto_completo": "Contemplação\np/ Roberto Freire\n\nCansada e extasiada\nCom o instante a mente sussurra:\nQue estranho!\nO sangue corre\nE eu existo.\nRelativamente o corpo sorri,\nRespira\nAh!\nComo ele quando AMA:\nGosta disto!!!",
      "nucleo": "Consciência do instante - sangue corre, eu existo - corpo sorri quando ama"
    },
    {
      "titulo": "Haiku Preferido - Carpa Quieta",
      "tipo": "haiku - essência",
      "texto_completo": "carpa quieta ao Sol / desliza n'água / ao som do tempo",
      "nucleo": "Quietude como aproveitamento de um milímetro de eternidade - não desistência, mas suspensão ativa. Eternidade em escala milimétrica",
      "glosa_autoral": "a carpa quieta ao Sol não desistiu de seguir mas apenas está aproveitando um milímetro de eternidade",
      "leitura": "a carpa quieta ao Sol não desistiu de seguir mas apenas está aproveitando um milímetro de eternidade"
    },
    {
      "titulo": "Haiku II - Rasgando água",
      "tipo": "haiku - entropia",
      "texto_completo": "Rasgando água / em vermelha entropia / a carpa que passa",
      "texto_formatado": "Rasgando água\n em vermelha entropia\n a carpa que passa",
      "nucleo": "Rasgo existencial, não deslocamento geográfico. A carpa não vai de um ponto a outro, ela deixa de ser carpa para ser outra coisa. Vermelha entropia = sangue, transformação, passagem de estado",
      "data": "2026-09-06",
      "relacao_com_anterior": "Dialética com carpa quieta ao Sol - Yin/Yang - quietude/rasgo, ouro/vermelho, deslizar/rasgar, tempo/entropia",
      "chave_autoral": "O passar da carpa não é geográfico é existencial",
      "leitura_existencial": "Geográfico: mover-se no espaço. Existencial: mover-se no ser. A carpa que passa é a que atravessa a si mesma, como Gota que evapora, como homem que se torna infinito ao não reconhecer-se mais"
    },
    {
      "titulo": "Clareira de Heidegger - DaiZen",
      "tipo": "nota existencial - Lichtung",
      "texto_completo": "estamos na clareira de Heidegger... Dasein que aproveitei em POE como DaiZen - dai+zen",
      "texto_formatado": "estamos na clareira de Heidegger...\n Dasein que aproveitei em POE como DaiZen - dai+zen",
      "nucleo": "Lichtung + Dasein + DaiZen - clareira onde a carpa aproveita seu milímetro de eternidade, grande zen",
      "data": "2026-09-06"
    },
    {
      "titulo": "Amor Declarado - Leminski e Helena Kolody",
      "tipo": "constelação - para constar",
      "texto_completo": "Para constar amo Paulo Leminski e Helena Kolodi",
      "nucleo": "Linhagem haicaísta paranaense: Leminski (concreto-zen, samurai) e Helena Kolody (contemplação, tempo, haicai como oração). Ponte entre Curitiba e Toca do Peixe",
      "data": "2026-09-06",
      "conexao": "Leminski traduziu Bashô, fez do haicai curitibano; Helena Kolody fez do haicai oração laica. Ambos ensinaram que o milímetro de eternidade cabe em 3 versos"
    },
    {
      "titulo": "Nascimento - Curitiba - Dr. Paciornick",
      "tipo": "para constar - certidão poética",
      "texto_completo": "Para constar sou natural de Curitiba nasci pelas mãos do Doutor Paciornick",
      "nucleo": "Curitibano de certidão, nascido pelas mãos do obstetra que trouxe metade de Curitiba ao mundo. Linhagem direta com Leminski e Helena Kolody - todos curitibanos de parto",
      "data": "2026-09-06"
    },
    {
      "titulo": "Peso Biográfico - Piraquara aos 3 anos",
      "tipo": "para constar - raiz",
      "texto_completo": "Pesos biográficos: vim para Piraquara com três anos",
      "nucleo": "Curitiba = nascimento biológico (Paciornick). Piraquara aos 3 anos = nascimento biográfico, onde se forma a Toca do Peixe, o olho d'água, a carpa",
      "data": "2026-09-06"
    },
    {
      "titulo": "Home - ...home...",
      "tipo": "nota existencial - lar",
      "texto_completo": "...home...",
      "nucleo": "Home como clareira, como Toca do Peixe, como milímetro de eternidade. Não geográfico, mas existencial - onde a carpa descansa sem desistir",
      "data": "2026-09-06"
    },
    {
      "titulo": "Face Humana do Faroleiro - Muralha da China",
      "tipo": "encerramento - testamento poético",
      "texto_completo": "Para encerrar por hoje a face humana deste rude e humilde faroleiro: Então\nquando o último satélite for\ndesligado\nconstruirei minha própria muralha\nda China\ncom gloriosas insígnias e sutis palavras.\nNão para ser ouvido ao longe ou visto\ndo espaço\nmas\npara quando o meu tempo tiver ido\nsim, quando nulificada esteja a vã\ne particular trajetória:\nresista viva e testificada a exatidão\ndo que pude, pois que é rude,\natravessar tão imensa bela e contraditória\npaisagem,\npra freqüentemente,\nem vil distração,\nnão admirá-la.",
      "nucleo": "Faroleiro rude e humilde que constrói muralha própria com palavras quando satélites caem - não para ser visto do espaço, mas para resistir quando tempo for - exatidão do que pôde atravessar imensa bela e contraditória paisagem distraído",
      "data": "2026-09-06",
      "nota": "Encerramento do ciclo do dia - face humana"
    }
  ],
  "haiku_preferido": {
    "texto": "carpa quieta ao Sol / desliza n'água / ao som do tempo",
    "texto_formatad

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