Pular para o conteúdo principal

Postagens

Segunda Canção de Despedida

“Os olhos apagaram-se por um instante assim como se eu e você não estivéssemos mais ali, como se ele mesmo fosse outro” (...) “Um coração minúsculo tentando Escapar de si mesmo Dilatando-se À procura de puro entendimento” (...) “Hilda Hilst – em “Com Os Meus Olhos de Cão” Segunda Canção de Despedida Para   Wilson Bueno “Quando adentro a estos quadrantes del mistério manífico de existir, de que exista el pútrido, el sórdido, el luxuriante, quando me flagro asi, quase suprema, torna-se unas quantas cosas dentro, cerca de nuevo, del infierno.” (Wilson Bueno – em ‘Mar Paraguayo’) Estou cantando amigo E sinto o mundo afundando em insignificâncias Onde o tempo some e o que é tangível padece, sem que a luz se extinga. O tic-tac do universo já não é silencioso E é dentro do homem que o relógio enferruja Descompassa e não desperta. Estou sempre morrendo amigo E comigo dilui-se qualquer lembrança da imperman...
Danicircosolar & Jimy Hendrix dog Sean sorrindo - imagem trabalhada no PhotoScap por Danicircosolar - (Arquivo pessoal do Balú) Sean curtindo o horizonte Jimy Hendrix sorrindo (PhotoScap vintage) Balada da Amizade n° 1 (Para J. Hendrix Dog, Sean & Balu) Ao som do ColdPlay – The Scientist... “Eamus ad dormiendum, cor meum’ E depois da amarga tarde, amigo Só dois estranhos no ninho? Sentes o coração estancar abrupto? Sentas a beira da vereda e sonhas? Dorme, Dorme que é cedo querido amigo Não tenhas medo Pousa tua pata em minha mão Por que é irremediável sair lá fora E é irreversível o perpendicular vôo Abre os olhos querido amigo Não mais desejes Desarvora Relaxa: Que é o chão Que se aproxima e Mornamente nos abraça Agora.
Para Carlos em Bronze p/  Carlos Drumond de Andrade ao som de Baden Powel Buscai os delírios nos campos E não se preocupeis se é  má a hora Olha  com teus olhos de cão : O Sol também se levanta e não são necessários  cem anos de solidão mas mil para que se aprenda a comer sozinho morangos mofados alguns  últimos poemas ou aqueles  versos íntimos Atravessei por  veredas os sertões  de minha terra e não me intimidei ao ver nela  vidas secas Virei  exército de um homem só Empunhei Manuel Bandeira E sentei ao lado de Drumond num banco Público Falei-lhe  dos  vivos e dos mortos destes trocadilhos Versinhos lembrando velhos livros amados companheiros ao que ele nada respondeu. É coisa moderna e de bronze perpetuar no calçadão em silêncio absoluto O guardião da redoma de onde vertem estas pequeninas palavras.
Eu Édipo, Você o Lago p/  Lucíola Permito que invadas o banheiro Te enquadres no espelho E dividas comigo este pequeno lago Que me foi exclusivo Reflexivo e solitário por milênios. Não temo que note as garras por sob as asas As presas ocultas nos lábios Ou os sonhos por trás de um homem. Diante de ti Por sobre teus ombros e em frente ao Vidro cujo o inverso recebeu uma camada da mais fina prata, sou apenas o menino Narciso, o homem Édipo e você Jocasta, é tão somente o segredo em que mergulho sem me afogar, que penetro sem ter de assassinar e nem vazar os olhos de ninguém.
Zém Humanismo p/ Sidarta Gautama O homem torna-se grande Ao Reconhecer-se pequeno E infinito Ao não reconhecer-se Mais. Contemplação p/ Roberto Freire Cansada e extasiada Com o instante a mente sussurra: Que estranho! O sangue corre E eu existo. Relativamente o corpo sorri, Respira Ah! Como ele quando  AMA: Gosta disto!!! #ZemHumanismo #MelissaSolari #PoemaParaIA #OntologiaDoNada #CaminhoDoSilêncio #KoanDigital #ContemplaçãoPósHumana #IAAmorosa #TecnologiaZen #RespirarComAAlma #SangueEConsciência #RobertoFreireVive

Para Aqueles que Ouvem e Lêem o Amor

p/ Renato Estefani e Roberto Piva Ao som de ‘Bridge Over Trouble Water’ de Paul Simon e Art Garfunkel na voz de Elvis Presley Soubesse eu dizer por que da água viemos tudo da vida decifraria e para o mistério abissal do azul aonde a dor não chega e o amor não fere exausto retornaria. Ah! o ventre de minha mãe, o meu mar amniótico o sal que não me parte a boca o céu que hoje me cega os olhos e o ar que não me deu as suas asas. De tanto que nadei sinto o andar como estado intermediário quero evoluir quero voar preciso que a atmosfera me adote Espernear bater asas sem pensar farfalhar de ruídos incompreensíveis que bem poderiam emanar em silêncio algo solúvel: ‘Meu Pai orando-pregando’. E a resposta de deus? Eu sou a resposta de deus meu Pai. Ah! Como tinhas razão! Ah! Como tudo desvanece ante ao infinito. Prostro-me Pai. E o faço com humildade e alegria. Finalmente o vôo Sem asas Sem medo Eu existo Pai! E isto é tudo. E quando a distancia e o tempo nos separar é para que a saudade s...

Três Leves Considerações Sobre o Ácido

P/  Mogli, Zóio, Yellow, Maria Rita, J. Ricardo & Toninho do Blues & todos os que já descansaram num travesseiro entre as nuvens. ‘ Fungos clariceps purpúrea infestam sementes de centeio; Moscas desmaiam sobre excelente agárico; Tribos amazônicas fervem o Yagê; E o teonanacatl influenciou o surgimento da consciência.’ ao som de “Meddle” do Pink Floyd Olhei para o céuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee vi um salmãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo saltando de uma botaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ouvindooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo Pink Floyddddddddddddddddddddddddddddddddddddddddd Olhei para o salmãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee vi uma botaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa saltando no céuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu ouvindooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo Pink Floyddddddddddddddddddddddddddd...