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Terça-feira, Setembro 6

Manifesto Lusitano:

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PROCURAMOS JUNTAR SOB A EGIDE DA VERDADE, DO ESPÍRITO E DA CULTURA TODAS AS PESSOAS QUE CRÊEM QUE É POSSÍVEL OUTRA FORMA DE SER E ESTAR NA VIDA

Uma forma que sendo naturalmente portuguesa, porque fruto de toda uma evolução, se possa tornar universal e ser partilhada com a humanidade como uma revelação da nossa essência.
Vivemos no presente e vibramos o aqui e o agora. Sentimos a incerteza, a instabilidade, a crise e o caos crescente, que contudo vivenciamos como um desafio que validará a nossa ordem interior.

Acreditamos que a humanidade tem perante si uma escolha que queremos facilitar e agilizar. A escolha é entre duas vias, dois paradigmas, duas tendências que se estão a clarificar e que batalham para definir uma nova civilização.
A tendência mais profunda, que desejamos e que julgamos prevalecerá, é a de que a consciência é o verdadeiro regente e motor das nossas vidas e realidades.

Nesse contexto, a nossa função é começarmos a descobrir quem verdadeiramente somos. Para podermos então viver uma vida mais equilibrada e harmoniosa em direcção à unidade inicial. Essa unidade que todos, de forma mais ou menos difusa, sentimos ter existido e que necessitamos sentir novamente...

A nossa plataforma é muito vasta e abrangente: Queremos tocar a todas as pessoas que se queiram abrir à mudança e à evolução, para que juntos assumamos o compromisso de tornar real e quotidiana a prática dos nossos ideais e visões do mundo.

A nível colectivo, julgamos prioritária a justiça social e a democracia económica . Integramos também os valores da ecologia e do desenvolvimento sustentável .

Num contexto em que cada um seja responsável pela sua vida a todos os níveis (desde o que comemos ao que pensamos) e por não ter expectativas irrealistas, antes buscando formas de vida mais simples e de maior partilha e cooperação.

Julgamos provável um agudizar da crise actual, com eventual ruptura dos sistemas político, económico e social.

Para isso, queremos criar opções e redes alternativas - uma infraestrutura amorosa e de solidariedade fraterna- que se possa revelar um exemplo de uma forma mais humana, elevada e consciente de compartilhar a nossa experiência na Terra.

Para isso propomos uma sociedade centrada e virada para a realização completa do individuo.Um modelo baseado no ser. De forma a que possamos ter, mas com sabedoria e discriminação.

Propomos pois que a busca do conhecimento e realização de si próprio seja o centro, o motor e o norte de uma sociedade pós-tecnológica.
Onde as maravilhas da ciência e da tecnologia serão enquadradas por uma visãointegral do mundo, cuja prioridade seja a libertação do espírito humano.

No contexto de uma cultura planetária onde as pessoas sejam o que são e façam o que gostam e onde lhes é restituída a  capacidade de intervenção social no destino colectivo.

Cremos também que é na sã diversidade e pluralidade que se pode construir o caminho para o UNO.

Não somos uma instituição, não estamos ligados a qualquer religião e não nos interessam os partidos políticos.

Para a definição de projectos concretos, queremos realizar a reunião de unsestados gerais da sociedade civil comprometida com a mudança em consciência, sobretudo daqueles que já tenham feito algum trabalho psicológico ou espiritual sobre si próprios.

Convidamo-lo/a assim a colaborar nesta iniciativa que visa devolver a dignidade ao ser humano, que continua a aspirar, do fundo da sua alma, à possibilidade de se encontrar e ser feliz!
http://jornalmilenio.com/online/index.php?option=com_content&view=article&id=299:manifesto-despertar-portugal&catid=53:nacional&Itemid=190

Quinta-feira, Julho 28

Palavrasas


Ouço
o
som
do
que
passa
é 
infinito
o
som
dos
passos
do
pássaro
no
espaço
o
som
que
sigo
que
digo
no
espaço
que
abriga
meus
passos
o
pássaro
é
o
som
do
vento
que
fica.










Fim?



Sexta-feira, Julho 15

Três Fragmentos Sobre o Amor: os Cavalos, o Jardim e as Lembranças.


I Os Cavalos - O amor em sua frágil e fugaz composição, aceita e no entanto, não suporta a distância. Vive à memória e à sombra de um ruído interno angustiante. Sonha desencilhar-se e livre, montar o pensamento como quem cavalga a esmo, sabendo desenhar com as pontas dos cascos curados, as sobras da face delicada do ser desejado: figura de névoa e imaginação, por vezes sussurro por outras grito, areia varrida por serpente ligeira, a paixão esta jura que anuncia: 'sempre havera morte nos olhos dos amantes sinceros, dos cavalos selvagens e dos humanos quadrúpedes'.


II O Jardim - O querer em seu retorno ao jardim: neblina envolvente em manhã tardía, evaporou aos raios de um insinuante Sol. A sobreposição dos tijolos que dão forma à aurora de todos os dias, murou o coração, que lento e perturbado, finalisou sua fase turva e inquieta, permitindo-se pensar de olhos abertos e, abraçando com suaves bocejos o apagar da última estrela no fim da madrugada. Ao alvorecer: um claro mar, o som das ondas, do bojo do pássaro metálico os arquivos somem, se algum musgo preservado-desvia os olhos, desconfia da imortal sabedoria, sabe-se bípede destruidor mas quer retormar o caminho dos sonhos, da roda d'água, na mata densa, em vertigem arbórea: distante de qualquer esquisofrênica passividade, obscura forma de conquista ou equívoca destruição. O coração é um jardim que se entregue aos "cuidados" alheios... cuida do teu coração.


III. As Lembranças - O tempo em toda sua extenção, padecerá à condição de um dia: manhã, tarde e noite como uma música de fundo cinza, que repentinamente, dilacera com seu toque, imprime um ar primaveril e a felicidade surge sobre o sumiço da espera, abraçada na impermanência, quer do instante presente o supra sumo, o espírito sem hora, o pêndulo em movimento e pouca coisa não é transitória no dicionário do amor. Nesta jornada regurgitante, onde o agora, indicará a exatidão de quando ser atento ou difuso. As notícias virão e o mundo não parecerá bem. Poderás compor uma canção à surdina, astear bandeira pirata, fingir-se um corsário incauto ou mesmo esconder-se num pier vazio. Sempre elegerás um cume, e nele irás fincar tua flâmula alva, este estandarte altivo, que a alma socorreu com tintas e o corpo nâo ousou macular com sangue. Os pulsos da esperança estão intactos. Os diários bradam: os estados desde sempre destroçam os indivíduos. Nunca fomos tão medianos, tão "Crepúsculo", mornos e insensíveis. Lambo as extremidades do papel, selo a carta, tenho um princípio de delírio, admiro no frontal teu nome por minha caligrafia, giro o envelope, e depois dos dois pontos que seguem o remetente, daqui até o infinito, a ponta da esferográfica busca o papel e o que encontra, é um tombo irreversível rumo ao silêncio dos desejos que simplesmente por pura covardia, não realizamos. Pequenas delicadezas ao alcance das mãos como um simples bom dia, como vai... e aquele roçar de dedos na face dormente do ser amado... difícil, é não construir lembranças e delas um dia se alimentar: cuidado!!!





EnD.