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Ó Pátria amada senil, que envenena os próprios filhos lentamente

Ó Pátria amada senil, que envenena  os próprios filhos lentamente I (Portal do Abandono by Danicircosolar) A alma sangra os olhos assentam e o sonho é bucólico na noite em que o vento feito um açoite seca as lágrimas dos miseráveis. Dias incontáveis em que o tempo inexiste pardieiro de dores traços expressos em rascunhos e sons insones tristes aventureiros os que têm que existir com a alma cantando entre curas e desgostos: _Ó Pátria amada senil, que envenena os próprios filhos lentamente. O teu legado é o da dor, da latente imundícia do peito gemido e joelhos dobrados de solos feridos e não mais replantados de sementes transgênicas formando teus filhos tolhidos: doentios. Cujo passatempo diuturno é ignorar o que lhe assombra à noite: Os que endeusam os tênis, as marcas®.com suas armas: brancas ou negras: sempre gélidas imagens subliminares editando nossas mentes Maya este véu ilusório de sonhos bucólicos nestas noites ...

Findos Olhos Negros / Solo azul sem Khomeini

Findos Olhos Negros?/ Solo azul sem Khomeini p/   G. J. Samaha   (Brimo) &   Tiago Jungler   (Preto) Vindos de Teerã, Kabul, Bagdá e Kashemira caóticos ruídos estalam insones. Íngremes corações sinceros se abalam pelo ódio, quando o que garotos querem, não são armas mas tão somente, a lufada de cabelos perfumados e expostos rente à brisa sem nenhum temor... Negros e mortos mares. Sem tremor. Sem chador, chaderi ou burka. Leveza para o corpo, para o hímen. Algum sal na pele âmbar que desliza no deserto. Tendas que se espraiam e se armam. Tâmaras que umedecem a boca. 50° que não permitem que uma só lágrima flua. A vida em torno do mar Morto. Alguma brisa oriunda do mediterrâneo. Muitas ameaças. Decretada a morte de um Salmão morto no trânsito. Rush-die. Um complô. Tive um sonho e do Iguaçu vi ruindo a Foz. Vivo nascido das nascentes, vi surgirem próximos ao CODESUL: os minaretes. Sou descendente Tupi, mas vi mesquitas inchando com oferendas obrig...

No Visions of Cody

No Visions of Cody p/  Jack London, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Hal Chase, Neal Cassidy, Timothy Leary, Ken Kesey, Thomas De Quincey e etc. (…) “desaparecer não é para qualquer um, só você, misto de mistério e dúvida pode estar em lugar nenhum e ainda me tocar por música.” (Marcos Prado – em ‘Begônias Silvestres’) I Feito em pedaços variados, ombros curvados e passos amolecidos, sob a sombra de um puído chapéu, andar isolado, enfebrecido e amargamente hipnotizado pela noite.  Nos olhos fundos. Na dor da alma: a tez marcada, a sola gasta, os pés molhados e o pisar em pedras carecendo de um arquitetado rumo. Quem mora dentro da tempestade? O cheiro de cedros e eucaliptos? Raios colossais já não despencam em matas virgens. À noite emparedada no horizonte ruge. É sempre bom caminhar em direção à chuva. E dentro de alguém que não esteja louco: há muita conversa. Por vezes ventos dentro da gente. Não é mister precisar pra onde levam, mas é sempre mais atrat...

Filmes Solitários II (rapsódia)

Filmes Solitários II (rapsódia) p/ J.L. Borges, Caio Fernando Abreu, Wizard Al-Bab & Wilson Bueno. (...) Numa gaveta da escrivaninha entre rascunhos e cartas, interminavelmente sonha o punhal seu singelo sonho de tigre.(...) (Jorge Luis Borges – em ‘O Punhal’ da Obra “Evaristo Carriego” - 1930) Um dia destes, sob frinchas de luminosidade que perpetravam os degraus, André contou-me sua magnífica ‘História de Borboletas’ , destas que por entre furos nos casulos rompem à ordem estética, transmutando crisálidas assustadas em rufos de asas vertiginosas, vidas parcimoniosas em profunda comunhão com o destino.   Simples. Delicadeza pura e silenciosa. Misteriosas. Inexauríveis: anseiam alma, visceralidade essencial, volátil, fugidia como naftalina. Em seus recônditos não subsistem cantos antigos e nem proliferam passadismos ocultados em marcas de mofo, poeira e abandono e é tácito que saber, sentir, sonhar é risco inconsútil e memorizar por vezes pode ser penoso. Corpus poeticum....

Dos Reflexos Diurnos ou os Terroristas Poetas

Dos Reflexos Diurnos “A lentidão deliberada, cigarro a cigarro, com que ele passava a limpo aquelas páginas, ocultava o temor de terminá-las, quando teria de voltar as exigências concretas do cotidiano, cruamente, sem válvula de escape.” (Cristóvão Tezza – em “A Suavidade do Tempo”) As chuvas se foram e a contemplação natura há muito perdeu o sentido. O sofrimento agora se faz lírico. A poesia, é a parte sonhada das revoluções secretas. (Dani Estefani) Enviesada com algo letárgico, a realidade fez-se inexorável em seu contato com as eras. Sob verdades místicas: a busca insana pelo ocorrido. Há priscas eras a eternidade abandonada à desintegração metafórica. Em silêncio e infeliz ante ao peso da mão adulta. O verbo fragmentou-se ficcional: atravessou o espelho e sorriu para um gato cego. Ver: crescimento e morte. Viver: sempre tão pouco frente ao sonho. A realidade execrável dentro da moldura. Onde a imagem não é quimera, mas descoberta simples e certa: não vão ao túmulo de Alice...