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Five Players of Mecanic Orange

Solda Roberto Prado Marcos Prado Polaco da Barreirinha ou da nhãnha Leminski Sangra Cio P/ " Antonio Thadeu Wojciechowski, Marcos prado, Roberto prado, Paulo Leminski, Solda e todos os poetas da sala 17" (Poema para Pássaros Camponautas) Five Players of Mecanic Orange I Meu coração é solo fértil onde rego pessoas recebo andorinhas por vezes colho amigos outras bem poucas os amores. Meu coração não esmorece. II Preparo o solo, planto algumas sementes não brotam outras despontam e não crescem mas aquelas que dão flores frutificam permanecem entre frutos onde o medo empalidece nestes campos onde me deito tranqüilo entre olhos que os meus olhos não esquecem. III Num jogo onde a aposta é o tempo quem está arguto vence acumula fichas como quem olha sorrisos lágrimas como quem esnoba tesouros e um bom chão selvagem, mesmo no escuro recebe com carinho a visita dos pássaros. eNd

Efemérides ou as Coordenadas que Definem a Posição de Teus Planetas em meu Zodíaco

Para PenelopeSu, Ana e Sr. Joyce "Eu percorro esta mulher como um trem fantasma, por colinas e vales, através de cidades adormecidas."             (Clarisse Lispector - em 'Um Sopro de Vida"). O fogo. O prato. A vida: chama de uma vela que resiste na estrada, em meio ao vento que não arrebenta a labareda, certo que ao fim, a morte se nos leva é simples brisa. Surto em que não sentimos frio. Não temos medo. Ausente a urgência do sopro e, só a solidão encontra abrigo no silêncio. A harmonia não habita o Tibet. Resiste no coração dos justos: os que não se lamentam em muros nem constroem arrogantes minaretes. Não dividem o átomo mas, levantam o pendão do verde e da água, estendendo a mão e o pão ao mísero-igual-desconhecido. Brota em qualquer lugar: o amor! Única devoção pelo bem que se uníssona, suplantará o ódio, o egoísmo e a ignorância. Talvez digamos: "Como fomos primitivos!" Correto. Só a arte ameniza a condição miserável dos homens. A ciência? ...

As Três Pedras II

As Três Pedras II Opus (n° 40) for Silvia By Light and Lucíola     I Colha minhas lágrimas amiga antes que um raio de tempo as seque antes que a aurora da mágoa ressurja & ressuscita o amor pois que pressinto teu colo. Asfixie tua raiva minha amiga Não é de máculas que se constrói lembranças   belas nem é de posse que se faz um grande amor. Não quero estar em tua gaiola Nem quero ser ancora aos teus pés Mas vou sofrer quando sofreres e não saltearei os corações sou frágil e fui vitimado pelas paixões pela ansiedade que sinto ao vislumbrar atônito variados pássaros em vôo.     II P/ Carlos Drumond de Andrade Às Vezes me pergunto: _ Quantos Homens cabem sobre os meus sapatos? Quanta vida escoa pela minha fúria? Quanto medo cabe sempre em minhas noites? Quando ardor te causo quando inspiro e clamo? Se declino cintilante a mão serena ante o teu sono Por vezes compreendo Que Infinitos homens habitam Sobre Os Meus Sapatos. End

Dos Conhaques às Estrelas, Por Trilhas e Montanhas no Mais Puro Caos (... sobre o mito do amor...)

p/ Joaquim Olimpo de Miranda, Bento Manuel de Leão, Antônio Messia, Antônio Silva e Vilmar Drey . (heróicos montanhistas). “Para ver muitas coisas é preciso desaprender a olhar para si mesmo. Essa dureza é necessária para escalar montanhas.”                                          (Nietzche – Zaratustra) “Tinha diante da vista a cadeia de montanhas que em criança tantas vezes contemplei com olhar de inveja.”                          (Johann Wofgang Goeth – Werther) Pensando no que ia dizer-te, indeciso e cansado sob as torturas que o acaso tem me aplicado, optei por iniciar esta nossa conversa por uma generosa dose de conhaque. Caríssima, nestas últimas semanas, esti...

(Epílogo)

Então quando o último satélite for desligado construirei minha própria muralha da China com gloriosas insígnias e sutis palavras. Não para ser ouvido ao longe ou visto do espaço mas para quando o meu tempo tiver ido sim, quando nulificada esteja a vã e particular trajetória: resista viva e testificada a exatidão do que pude, pois que é rude, atravessar tão imensa bela e contraditória paisagem, pra freqüentemente, em vil distração, não admirá-la.

Corações Embalados Pela Dúvida (Pós-modernismo / Zeitgeist)

Corações Embalados Pela Dúvida (Pós-modernismo / Zeitgeist) p/  Oswald, Mário, Décio, irmãos Campos & Johnny Deep “Envolvei o mundo em beleza e emprestai a todas as coisas a nobreza do estilo! ...longe de mim, infames! Pensdais poder rebocar de cores vistosas as misérias do mundo?” (Thomas Mann – em “Glaudius Dei”) I Perante a árvore no mêio do caminho, os traillers passam, vocês sabem: algumas pessoas jamais crescem. Caçam. Evocam um canibalismo de almas inerentes à profunda sabedoria, aquela provinda da ausência de qualquer anciedade, de nenhum planejamento ou pressa, pois que o tempo, é roda que gira quando quer, e quando o faz, muda tudo, e sem que nenhum mortal normal perceba, surgem os indícios traduzidos em ideléveis marcas ou escritos grosseiros, sombras ante ao claro olho de quem sabe mas não mente    quando sofre música: echoes de um instante que não volta mais. Pois que no fim, sumiram os risos, perderam nexo as conversas, e ao estranho que hoje passa na...

Virtuose (Inspirado em Provérbios 31)

Virtuose (Inspirado em Provérbios 31) p/   Renato Estefani, Jimi Hendrix Estefani & PenelopeSu Quem não preparou-se para o silêncio, ficará à procura da companhia perfeita. Mas, ela existe? Decreta um antigo alfarrábio: é mais rara que uma gema azul, uma orquídea negra ou um sacerdote sincero. Quem a possui, tem o coração em paz e não teme pelo fracasso, certo que impregna-se   de ‘duplicidade cúmplice’, esmerando-se em cultivar flores bonitas e gramíneas alegres, mesmo nos intermezzos outonais de angústia ou invernais de dor, não alimentando-se da feiura ou de agravos   e permitindo a passagem dos dias, diante de um incansável treinamento, destinado aos que decidem ser comparsas. Então, dispostos a luta, orgulham-se das marcas que o trabalho tatua nas faces e nas mãos, jamais deixarão faltar ao ninho o calor e o alimento. E é desta aragem da vida que retiram o ímpeto por semear amor com humildade, transubstanciando o passageiro em perene, no exato ponto onde ...